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Qualquer que seja o erro

25 de jan. de 2018
1 min de leitura

Quando realmente improvisamos?

Quando se estabelece uma forma, um certo número de compassos, com uma harmonia pré-concebida, cadências e progressões, determinadas inflexões melódicas, acentuações de frase, e andamento pré-determinado. Assim, agimos por impulso para desenvolver linguagens típicas de certo fazer musical consolidado no século XX, na improvisação do swing ao be-bop norte-americano.

O mesmo pode-se considerar se ao improvisar apenas repetirmos feitos que vieram a seguir em gêneros brasileiros, da década de 1960.

Não se pode negar que há valores incomensuráveis no domínio dessa estratégia de "improvisação" em música. Sem sombra de dúvidas atingir essa linguagem é um desafio e tanto, vale enaltecê-lo. Mas não se pode negar que ao estabelecer essa quantidade de valores, o ato da improvisação diminui consideravelmente.

Improvisar deve estar acima do erro. Qualquer que seja o erro. E sem demagogias.

O que constituiria o correto se o que estamos procurando é justamente procurar o inexistente?

O erro está assim em aproximar-se do que foi feito.

Improvisar é constituir novas experiências a partir de uma vivência adquirida culturalmente.

Grande abraço!

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