LEVE


Completar um conjunto de obras individuais não é tarefa fácil. Conjuntamente é tarefa árdua, minuciosa, pois cada qual desenvolve seu trabalho artístico por intermédio, ou processo, distinto. Assim, há de se afirmar que dois compositores cancioneiros reunidos constroem uma terceira pessoa, alheia, um novo ente que combina os relativos destoando da obra que lhes é peculiar em criação individual. Então, não é Joca, não é João, somos outro.

Sem considerar tamanha amizade que eu e Joca Freire desenvolvemos em 20 anos, construímos em 12 anos um repertório que beira 30 canções, e que no álbum "Leve" lançado no dia de hoje, 12 de outubro de 2016, reúne outras 9 canções destas tantas. Finalizamos a sonhada trilogia colhida empiricamente de nossa lavra como autor/parceiros de 2004 para cá, 27 canções ao todo nos álbuns. Conservamos 3 inéditas. Temas dos mais diversos permeiam nosso trabalho reunidos em "Meu amigo João" de 2013, "Quisera" de 2014 e nesse "Leve" de 2016.

No "Leve" também são canções do amor, da perda, da alegria, da ironia que nos une, do sarcasmo que nos separa. Se homenageamos nosso Corintianismo nos 40 anos da Invasão Corintiana, e se cantamos o amor do Carnaval dela, de quem se foi, de quem virá, do nosso laço Vale Paraibano nas belezas que nos cercam das serras, tanto faz. O que entoamos na verdade em nossas vozes é nossa mais pura amizade, e de quem encerra uma trilogia para provavelmente começar outra juntos ou quantas nos forem naturais. Por que se nosso caminho é liberdade andamos de braço dado com gente de bem, lado a lado, ora como pai e filho, ora como filho e pai, ora como irmãos, ora como amigos, outro Amigo João.

A partir de hoje está disponível no Spotify, Deezer, iTunes Music o disco "Leve". Leve!

E para progredir tratando de outro assunto, eu João Marcondes, tenho assinado as recentes artes gráficas do SELO BAC Discos. E no Leve, uma escada sobre o nada é tudo para nós que simplesmente construímos nossa arte sem passar por cima de ninguém, sem menosprezar, sem usurpar outras pessoas ou outros artistas e sem depender de nenhum meio.

Felizes de que podemos olhar depois de anos de carreira nos olhos sem dever ou vergonha de atitude alguma que fizemos ao outro, ao próximo, ou ao mundo para estabelecer a arte que nos move. Vamos em frente com amor e ética! Viva a amizade!

PS: Aos homenageados em cada canção, sabem quem e o que são. Em destaque a canção Varanda, cuja letra fiz homenageando meu pai.

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